

21/12/2025 12h33
OLHAR FILOSÓFICO DO TEMPO
Se é preciso tempo para viver, por que vivemos como se o tempo fosse coisa alheia? Medimos a existência em relógios, mas esquecemos que o tempo não se mede: se esculpe. E, na pressa de chegar, perdemos o único lugar que tínhamos: o presente agora. Tenho horário para chegar ao trabalho, mas não tenho horas para voltar ao presente agora e sentar com a família. Para mãe, filho, amigo, vizinho, a esposa. Tenho pressa para cumprir metas, mas não tempo para cumprir afetos. Para preso, doente, desconhecido da rua, viúva, órfão, forasteiro estrangeiro, o voluntariado. Tenho agenda para reuniões, mas não espaço para escutar. Para amigo, vizinhança, comunidade. Tenho despertador para acordar cedo, mas não silêncio para acordar em mim. Para abençoar, rezar, agradecer, amar, ler, escrever, prazer. Tenho prazo para entregar resultados, mas não demora para permanecer. Tenho minutos cronometrados, mas nenhum reservado para o que não produz. E assim, vamos chegando a todos os lugares sem nunca estar de fato onde estamos. Voz do coletivo.
Elixandra cardoso
Publicado por Elixandra (costura pensamento filosófico) em 21/12/2025 às 12h33
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |