Elixandra cardoso, costura pensamento

"Tecendo silêncios e sentidos entre fios e pensamentos"

Textos


Encontros Inevitáveis/ semiótica 

“A Lenda: Gravidade das montanhas"

 

“Lenda da noite: as montanhas, luz ao fundo, és montanhas. Lua nova testemunha o ritual em silêncio, anjo da noite solta fagulhas que escorrem pelo ar. O desejo se acende em espiral, corpos viram seda, pele desenha segredos, suor lapida arte, e cada suspiro torna-se eco do que a escuridão sussurra. Só a lua sabe o limite entre entrega e mistério.”

 

 

“sim, as montanhas já estão aí contigo, juntinho... Não sentes o frio descendo pela espinha, como um toque suave que repousa no ventre? A brisa das montanhas toca teu peito, e o vento, cúmplice, se aninha no silêncio da noite.”

 

 

“Nas montanhas frias e escuras, o guerreiro caminha entre sombras e desejos, cada passo um diálogo com o vento e a brisa que acaricia a pele. O calor do corpo se mistura ao frio da pedra, a espinha vibra, o ventre desperta, e a fantasia tece metáforas eróticas no silêncio da noite. Tudo é símbolo do infinito, um jogo do inconsciente onde a semiótica do desejo se revela apenas aos que ousam sentir.”

 

 

“Um bom guerreiro apressado perde a presa; a caça se dilui... E ainda assim venera as escaladas do campo, como uma noite nas montanhas, onde só a lua é cúmplice do silêncio que se move entre sombras. Guerreiro das montanhas, este rompe fio e alcança apenas o campo / onde o jogo da mente se encontra com o silêncio dos corpos.”

 

 

“As montanhas erguem-se como chamas, acendendo do ventre da terra até o cume do céu. Cada pico é um chakra, cada elevação uma centelha: a raiz pulsa no chão fértil, o sacro flui como rio interno, o plexo solar irradia claridade dourada, o coração se abre em verdes vales, a garganta ecoa o canto dos ventos, o terceiro olho contempla horizontes ocultos, e o coroamento é o próprio céu tocando a fronte da montanha. Assim, o ventre da criação sobe em chamas por todos os chakras até fundir-se com o infinito.”

 

 

“A era da mentalidade escrava deveria ter acabado, mas ainda se repete em pensamentos colonizados / quando seguimos obedecendo sem pensar, reproduzindo crenças impostas, aceitando grilhões invisíveis que nos mantêm presos, como montanhas que bloqueiam o horizonte da mente. A verdadeira libertação não é apenas política ou social: é mental, é cultural, é espiritual, e exige escalar nossos próprios limites.”

 

 

“Não podemos ensinar nada a ninguém, apenas fazê-lo refletir / e, nesse espelho do pensar, cada um encontra seu próprio subterfúgio. Mas cuidado: até o subterfúgio pode ser fugaz, como sombra que acredita ser corpo, perdendo-se nas montanhas do inconsciente, onde o jogo do desejo e da fantasia desenha espinhas, ventres e sombras como hieróglifos de um infinito silencioso, semiótica que fala sem palavras.”

 

 

 

Boa sorte, e síntese metafórica mistica sensorial é por sua conta...você é mistério.... desvende as montanhas ... 

 

 

 

 

 

Elixandra (costura pensamento filosófico)
Enviado por Elixandra (costura pensamento filosófico) em 24/08/2025
Alterado em 24/08/2025
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