

Sedução Sem Idade🦉🧙♀️🧜♀️🪡Dulce Maria, minha amiga de 74 anos, e Divaldo, seu namorado de 67, estão vivendo uma história de amor linda, linda… que desafia relógio e etiquetas. Vejo os corpos deles dançar sem vergonha, a alma sorrir sem assombro, enquanto os puritanos chegam com suas cartilhas de pudor, anunciando moldes prontos, dizendo que a sedução tem figurino exato, que a moeda de troca da sedução tem seu tempo… e gritam: “já passou, passou, passou!”
Mas quem disse que sedução tem idade? Que o amor tem molde exato, figurino pronto? Entre risos, toques e olhares cúmplices, Dulce Maria e Divaldo perceberam que o coração não envelhece — só muda de ritmo. E, na língua do preconceito, eles seguem teimosos, mostrando que o jogo da sedução nunca passa, apenas muda de palco e de coração.
INTROSPECÇÃO: filósofo Sartre (Existencialismo é Humanismo)
Sartre sempre foi acusado de ignorar: a finitude do corpo. Ele até reconhece que existem limites / doença, envelhecimento, falhas biológicas. Você não escolhe ter 20 anos de novo, nem obrigar os hormônios a trabalhar como antes. Isso é fato bruto, condição dada, aquilo que ele chama de facticidade.
Mas dentro desse limite, ele diria: você ainda escolhe o que fazer com o que resta. O fogo biológico pode diminuir, mas o sentido que você dá a isso, a forma como lida com essa perda, essa sim é escolha sua. Você pode se afundar em lamento, pode buscar outros modos de prazer e sentido, pode reinventar a chama de outro jeito.
O existencialismo não é um manual para negar o corpo, é um empurrão para não deixar que o corpo dite o valor da sua existência. Mesmo sem a mesma potência hormonal, a liberdade continua ali / não para fazer milagres químicos, mas para decidir o que significa viver nesse novo corpo que o tempo moldou.
"Para o existencialista, nem a paixão nem os hormônios são desculpa: eles podem agitar o corpo como ondas violentas, mas nunca arrastam o homem sem que ele consinta. Somos sempre livres, mesmo quando trememos, e essa liberdade nos condena a assumir cada gesto como escolha."
É preciso pirar na passagem do tempo, no bom sentido de uma coragem louca. Se não fizer isso, que exemplo estarei dando aos meus filhos — que envelhecer é doentio? E o que direi aos meus afetos da convivência, a maioria de idade alta, com quem tanto aprendo?
Envelhecer não é falha, é vitória; falha é o etarismo que tenta roubar a dignidade de quem já conquistou o tempo / diga não ao etarismo.
É isso... Elixandra (costura pensamento filosófico)
Enviado por Elixandra (costura pensamento filosófico) em 02/09/2025
Alterado em 02/09/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |