

Rei da Savana de Neon
Ele entra na selva de salto invisível. Não faz barulho. A arma? Zinco na ponta. Fareja carência a quilômetros, olho clínico, pupila dilatada de dopamina. Não busca amor. Busca impacto. O susto no olhar alheio é seu bife da manhã. Leão de redes sociais e esquinas noturnas, rei da savana neon urbana, crina penteada com frases prontas e silêncio calculado. Sumiço elaborado. Ele ama o quase. Ama o risco. Ama o tremor na presa, que pensa ser escolhida quando na verdade foi só mapeada. Coleciona corações como quem pendura medalhas. Cada mente dominada é território conquistado. Cada entrega, um troféu polido na estante do ego. Ele não ama. Ele performa. Confunde intensidade com profundidade e química com destino. Mas é preciso reconhecer/ é estrategista. Estuda terreno, calcula timing, atira charme com precisão cirúrgica. Predador nato. Instinto afiado. Artista da adrenalina. Só não percebe que o verdadeiro leão não precisa provar que ruge. E que há corações que não são presa. São espelho. E espelho não sangra. Reflete.
O leão não pede desculpa por caçar. Ele apenas segue o que pulsa. Selvagem não é pecado. É função. O instinto não é imoral. É força primária. O erro não está em sentir fome, mas em esquecer que nem toda fome precisa virar presa.
"Seja a caça perfeita".
Poesia livre com traço experimental. Construção simbólica (leão, caça, zinco, troféu e etc) Ausência de métrica rima fixa
É isso... Elixandra (costura pensamento filosófico)
Enviado por Elixandra (costura pensamento filosófico) em 28/02/2026
Alterado em 28/02/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |