Elixandra cardoso, costura pensamento

"Tecendo silêncios e sentidos entre fios e pensamentos"

Textos


SEM COSTUREIRAS, A GUERRA NÃO SE SUSTENTARIA

 

Você sabia que, muito antes das máquinas modernas e dos tutoriais nas redes sociais, a costura já era considerada uma habilidade essencial em tempos de guerra?

Durante a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, enquanto muitos homens estavam nos campos de batalha, existia um outro esforço acontecendo — constante, silencioso e indispensável.

👗 Mulheres, em fábricas, oficinas e dentro de casa, trabalhavam com agulhas, linhas e tecidos.

📦 Produziam e consertavam uniformes, roupas térmicas, mantas e itens essenciais para o dia a dia dos soldados.

🏥 Nos hospitais, costuravam bandagens, aventais e lençóis para os feridos.

🇺🇸 Nos Estados Unidos, surgiram iniciativas como os Sewing Circles for Victory.

🇬🇧 No Reino Unido, a campanha Make Do and Mend incentivava a população a reaproveitar e consertar roupas, evitando desperdícios.

Grande parte da produção vinha de indústrias, mas o trabalho doméstico e comunitário ajudava a manter o que já existia em uso — e isso fazia diferença.

Enquanto as bombas explodiam lá fora,

havia mãos, em silêncio,

costurando continuidade dentro de casa.

E talvez seja esse o ponto que pouca gente vê:

👉 guerras também são sustentadas por quem remenda, reaproveita e cuida.

Então, quando alguém disser que “costura é só um passatempo”, lembra disso:

Ela já foi ferramenta de sobrevivência,

apoio invisível de exércitos,

e parte de um esforço coletivo que manteve sociedades funcionando.

Porque nem toda força faz barulho —

algumas apenas seguem, ponto a ponto,

mantendo o mundo inteiro de pé.

 

REFLEXÃO:

 

Pode ter sido sobre costureiras em tempos de guerra…

mas também é sobre nós.

Sobre as costuras da vida,

sobre os remendos que fingimos não ver,

sobre tudo aquilo que rasga

e, ainda assim, insiste em continuar.

Somos uma colcha de retalhos —

histórias sobrepostas,

erros reaproveitados,

recomeços mal alinhados

que, no fim, sustentam quem somos.

Fazemos parte do tecido do mundo,

mesmo quando nos sentimos só um fio solto.

Porque viver não é seguir uma linha reta.

É desmanchar, refazer,

errar o ponto, voltar atrás,

e continuar…

mesmo com as marcas visíveis.

No fundo,

não é sobre perfeição —

é sobre ter coragem

de pegar a agulha outra vez

e seguir costurando a própria existência.

 

Sou costureira com orgulho, bacharel em Filosofia / entre linhas e ideias, escrevo o mundo. 

Foco de pesquisas  / Filosofia Antiga (pré-socráticos), Moderna (Espinosa) e Contemporânea (existencialismo e estruturalismo).

 

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Elixandra cardoso 

 

...

 

É isso...

Elixandra (costura pensamento filosófico)
Enviado por Elixandra (costura pensamento filosófico) em 28/03/2026
Alterado em 28/03/2026
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